segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

na manhã de sol

corta as mãos o frio

sinais de vida.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Com destinatário



sexta-feira, 30 de janeiro de 2009


estufas de Kew Gardens Londres - foto de hfm



Concentra-te, ó zombie,

foge atrás da fuga

acrescenta-lhe o vento

cerra as dúvidas

engole a raiva



quando o mar se cobrir de azul esverdeado

o solstício virá.



HFM - Lisboa, 29 de Janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


Pedro Santana



Escrever. Escrever como se o mundo não existisse e o tempo fosse volátil. Escrever como se as palavras se libertassem num estuário onde se pudessem expandir. Sem bifurcações. Sem sentidos proibidos. Sem notas dissonantes. Numa harmonia que o próprio caos criaria.



Assim, apócrifas, as palavras seriam o verdadeiro contraponto do sentir.



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ne varietur

Do Alexandre a quem agradeço ter-me deixado colocar aqui esta preciosidade.




com calma, muita calma,
abro-te o meu corpo como se abrisse um livro

verifico, sem surpresas,
que não tenho indíce ou posfácio -
todo eu sou letras, frases, a caminho de ti.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Palavras



Em recados se tornaram as palavras. Na lucidez escorregadia das pedras. Pedaços dos dias. Sem sol nem lua. Suor escorrendo na tensão. Uma amálgama desorganizada de situações. Tédio ou afrontamento. Fios sem pontas que nenhuma ponte une.

Exangues e indiferentes seguem o seu caminho.


imagem tirada daqui www.amac-parole.com

sábado, 24 de janeiro de 2009




não há sombras que escondam
um sentimento assumido
nem velas que clareiem
as horas contidas num segundo

um dia perceberás porque não quero ter raiz.



HFM - Lisboa, 23 de Janeiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Citando # 197

Só as casas explicam que exista palavra como intimidade.

Ruy Belo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Do diário



Nunca te repitas. O tempo não esquece as feridas nem a raíz. É sangue tangendo o cello na sombra da morte. Uma lucidez nos dedos da memória. Uma incerteza que o corpo sempre aguenta.

Por isso te digo, nunca te repitas. Na incerteza, enrosca as dúvidas nas palavras adiadas; um dia elas pedirão aos deuses a sabedoria.

Imagem de Kathryn Crocker

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Para Obama



O cromatismo da esperança no cinzento do mundo.