quinta-feira, 11 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Questionando




HFM


Dizer-te dos medos
era prolongar os códigos
na escassez das sombras

talvez o olhar se filtre num pingo de suor.


HFM - Agosto 2011



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sem título


quando a linha se torna forma
há do olhar a caligrafia

magia incontrolável.

HFM - Lisboa, 31 de Julho de 2011



segunda-feira, 1 de agosto de 2011


uma brisa quente
envolve a relva e o lago
só os patos grasnam.

HFM - Lisboa, 6 de Abril de 2011



sábado, 30 de julho de 2011

Assim anda o nosso património





Uma casa em frente ao Colégio de São João de Brito ao Lumiar. Mal empregados azulejos!



quinta-feira, 28 de julho de 2011

2º Simpósio Internacional de Urban Sketchers em Lisboa




Em boa hora fiz parte deste Simpósio que foi uma lição a vários níveis até a mostrar que, quando queremos, sabemos organizar e ser acolhedores. Foram dias de conhecimentos, reconhecimentos e muitas aprendizagens. Fica um poema feito no último dia.



ORQUESTRA

o gesto e a mão
deambulando no ar
cumprem na linha
o volume

no espaço
a atenta batuta do maestro
de seu nome - olhar.


HFM - 23 de Julho de 2011


segunda-feira, 25 de julho de 2011







por entre os nós dos bambus
te procurei
peregrina de uma ínsula perdida
vagueio na frágil consecução
dos dias a haver


na água os bambus
procuram o sustento.





HFM - Lisboa, 3 de Julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Na lenta agonia de uma prece



HFM - Chiostrino de Fiesole




Quando o silêncio assobia no ar
como se de antanho se tratasse
oiço uma composição de Liszt
remetendo-me para os claustros
onde os passos sobrevivem
nas memórias
tal como a água das cisternas
regando o deserto
e esse lugar sem nome
onde foi presença a claridade.


HFM - Ericeira, 16 de Junho de 2011


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Na noite enluarada de vento


Tu não me retinhas
era a música procurando
a solidão

um arco sem violino
um rio em aflição.

HFM - Julho 2011



quinta-feira, 14 de julho de 2011


o som vago do mar no ouvido do búzio partido
a serenidade da tarde caindo no Cabo
as nuvens adensando-se no horizonte desmanchado
o silêncio protegendo as ansiedades

assim se perfilam as energias
nesta praia onde se congregam memórias.

HFM - Ericeira, 2 de Abril de 2011