Quando os dias não têm horas
escorre na dor a dúvida
encerram-se os claustros
na luz do poente
e as árvores recolhem-se em oração.
Mas, se escutares, amor
há sempre um som conhecido
uma lenta repetição
um sino brindando o ouvido
zoom da presença dos dias
em que o sol assentou arraiais
por sobre os verdes atrás dos vidros.
HFM - Lisboa, 2 de Junho de 2009
e é nesse som que temos de acreditar
ResponderEliminarMagnifico! É sempre possível a memória (reaproximada) dos dias claros.
ResponderEliminarAbraço
Antigos sons que perduram e nos despertam. Benfazejos sinais.
ResponderEliminarAbraço.
Não sei pq, mas travei aqui "zoom da presença dos dias". Quanto alumbramento!bjos
ResponderEliminarna luz do poente
ResponderEliminarescuto apenas um sol...
nascente!
ha sempre um canto gregoriano. em cada claustro. sombrio...
ResponderEliminarmuito belo
beijo
poema de esperança. Belíssimo!
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