quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ocasionalmente




Labirinto da Catedral de Chartres - França - tirada da net


É na manhã que os sonhos se enrolam
encaracolando as memórias
destruindo os fantasmas
condicionando os passos
nas cisternas do tempo

nessas manhãs olho o espelho
e percorro o labirinto.

HFM - Lisboa, 5 de Janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013



da net


O cimento dos dias arredonda a fadiga e o desprezo. Um tom cinza como que abafa este país. Uma voragem unilateral. Desumana. Desregrada. Um retorno só com bilhete de ida. Uma revolta que se (des)amansa e ferve, vindo por fora, e apagando o lume onde ainda nos aquecíamos. Como foi possível? E ainda nem 40 anos se passaram!
Desponta, na manhã de chuva, um sol pálido como que a encorajar a sobrevivência e, sobretudo, a revolta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013



A palavra agarra a mão e força-a ao traço que se desdobra em palavras - transparentes, enxutas como esta manhã fria de sol que me devolve a frescura. Assim, consigo no tempo, desafiar o instante.

HFM - 5 de Janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Parque das Conchas

O Parque das Conchas anda a perder as suas árvores a um ritmo impressionante. Não sei a razão mas calculo que a quantidade de betão que puseram no parque deve ter desgastado as raízes das árvores. Eu não percebo nada do assunto mas creio que na Câmara deve haver quem saiba. Será por causa de um dos muitos lobbies que puseram este país no estado em que está? Mau gosto? Incúria? Ou apenas falta de bom senso. Não sei. Sei apenas que as árvores aqui já nem morrem de pé.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

 
Um BOM ANO com paz, afectos e um mundo menos materialista e mais sábio.
 
 
 





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

 
 
 

 
 
Para todos os meus amigos e visitantes deste blogue.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Relembrando óptimos dias

 
 

Quando distorcemos na vida o sublime!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sem título


 
da Net


Quando o delírio esvoaça
no aperto da madrugada
soltam-se nos labirintos
os fantasmas naufragados

Ariadne estende o seu fio esfarrapado.

HFM - Lisboa, 26 de Novembro de 2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

 
 
HFM
 
 
 
Há uma sucessão incessante no acerto dos dias. Ocupando-me descanso no assombro do tempo e da sua redução. Procuro no finito o infinito e a aparente solidão em que me confino é a solução ou a defesa para um mundo hostil e em que não acredito.
 
Vagueia nos dedos e na interioridade o sentido da transcendência. Oblíquo é o caminho da vida.
 
 
HFM - Novembro 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

Diurnos



Para além da sombra existia o sonho num horizonte onde as cores eram claras e o caminho não acinzentava o veludo da manhã.

Soprava o vento no sorriso que nenhuma amarra quebrava. Só o fogo era vida e incerteza.

Humilde postura onde voltara a recriar-me.