segunda-feira, 7 de janeiro de 2013



A palavra agarra a mão e força-a ao traço que se desdobra em palavras - transparentes, enxutas como esta manhã fria de sol que me devolve a frescura. Assim, consigo no tempo, desafiar o instante.

HFM - 5 de Janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Parque das Conchas

O Parque das Conchas anda a perder as suas árvores a um ritmo impressionante. Não sei a razão mas calculo que a quantidade de betão que puseram no parque deve ter desgastado as raízes das árvores. Eu não percebo nada do assunto mas creio que na Câmara deve haver quem saiba. Será por causa de um dos muitos lobbies que puseram este país no estado em que está? Mau gosto? Incúria? Ou apenas falta de bom senso. Não sei. Sei apenas que as árvores aqui já nem morrem de pé.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

 
Um BOM ANO com paz, afectos e um mundo menos materialista e mais sábio.
 
 
 





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

 
 
 

 
 
Para todos os meus amigos e visitantes deste blogue.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Relembrando óptimos dias

 
 

Quando distorcemos na vida o sublime!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sem título


 
da Net


Quando o delírio esvoaça
no aperto da madrugada
soltam-se nos labirintos
os fantasmas naufragados

Ariadne estende o seu fio esfarrapado.

HFM - Lisboa, 26 de Novembro de 2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

 
 
HFM
 
 
 
Há uma sucessão incessante no acerto dos dias. Ocupando-me descanso no assombro do tempo e da sua redução. Procuro no finito o infinito e a aparente solidão em que me confino é a solução ou a defesa para um mundo hostil e em que não acredito.
 
Vagueia nos dedos e na interioridade o sentido da transcendência. Oblíquo é o caminho da vida.
 
 
HFM - Novembro 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

Diurnos



Para além da sombra existia o sonho num horizonte onde as cores eram claras e o caminho não acinzentava o veludo da manhã.

Soprava o vento no sorriso que nenhuma amarra quebrava. Só o fogo era vida e incerteza.

Humilde postura onde voltara a recriar-me.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012





HFM


Não são as lágrimas que contam, são as contas que os dias não acertam na incerteza da demência. Rasgões azulando a alma na cisterna do esquecimento. Assim, o céu pode estar coberto de nuvens, a chuva já não lavará o indizível.

HFM - Novembro 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como que uma ausência




Quando o cansaço não tem fendas e apenas cerra a cor e o som, há, em mim, um limite mínimo de aceitação, uma revolta cava, um grito já sem fôlego. Os braços pesam e pendem e o corpo não acompanha a vontade que parece ainda estar formatada a outro tempo.

Por entre a chuva brilhou agora um raio de sol. Posso acreditar nele? Creio bem que não.

HFM - Lisboa, 24 de Outubro de 2012