sexta-feira, 1 de março de 2013

Sem título



Ausentam-se na tarde os corpos
quando o céu disputa as Parcas

da tarde escorre um cantochão.

HFM -  Lisboa, Fevereiro 2012

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quando ainda há ilhas de paz e silêncio

 
 

Algo diferente. Uma aguarela feita da varanda da cozinha da Ericeira sobre o mar4.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

 
 
 
Roubada a alguém ;)
 
 
 
Não era bruma eram as histórias cruzando-se no imaginário do mar, eram as cores bailando no vento e na confrangedora indolência dos dias, eram ainda os traumas escondidos e toda a panóplia das metáforas.

Histórias, sim, embrumando a lisura do caminho, cimentando nas rochas o medo e os limos da vida. Histórias, sim, provocando as danças de roda que trazem ao de cima a realidade do imaginário. Hist...órias, sim, secando no grito da gaivota os ecos de raiva que construímos. Histórias que eu prolonguei no passeio no paredão que, de tão reais, mais pareciam fictícias. Histórias que encrustei na grande angular com que desafiei a alma e os medos.

Ficaram alguns rabiscos, sumo dos dias a avivar a memória no gesto simples de "passear a linha". Ficou ainda o mar, presença imutável na minha vida, âncora de todas as derrotas e fonte de imaginação e esperança que ninguém destrói.

Mar - presença, constância, segurança, fio condutor desta barcaça descascada e ressequida perseguindo enxuta o rumo a que se ofereceu.

HFM - Cascais, 03.02.2013


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ocasionalmente




Labirinto da Catedral de Chartres - França - tirada da net


É na manhã que os sonhos se enrolam
encaracolando as memórias
destruindo os fantasmas
condicionando os passos
nas cisternas do tempo

nessas manhãs olho o espelho
e percorro o labirinto.

HFM - Lisboa, 5 de Janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013



da net


O cimento dos dias arredonda a fadiga e o desprezo. Um tom cinza como que abafa este país. Uma voragem unilateral. Desumana. Desregrada. Um retorno só com bilhete de ida. Uma revolta que se (des)amansa e ferve, vindo por fora, e apagando o lume onde ainda nos aquecíamos. Como foi possível? E ainda nem 40 anos se passaram!
Desponta, na manhã de chuva, um sol pálido como que a encorajar a sobrevivência e, sobretudo, a revolta.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013



A palavra agarra a mão e força-a ao traço que se desdobra em palavras - transparentes, enxutas como esta manhã fria de sol que me devolve a frescura. Assim, consigo no tempo, desafiar o instante.

HFM - 5 de Janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Parque das Conchas

O Parque das Conchas anda a perder as suas árvores a um ritmo impressionante. Não sei a razão mas calculo que a quantidade de betão que puseram no parque deve ter desgastado as raízes das árvores. Eu não percebo nada do assunto mas creio que na Câmara deve haver quem saiba. Será por causa de um dos muitos lobbies que puseram este país no estado em que está? Mau gosto? Incúria? Ou apenas falta de bom senso. Não sei. Sei apenas que as árvores aqui já nem morrem de pé.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013

 
Um BOM ANO com paz, afectos e um mundo menos materialista e mais sábio.
 
 
 





quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

 
 
 

 
 
Para todos os meus amigos e visitantes deste blogue.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Relembrando óptimos dias

 
 

Quando distorcemos na vida o sublime!