quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

 


Com esta dupla, página feita em dias diferentes, desejo a todos o melhor para 2015.

Até para o ano!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

 
 


Apesar do silêncio a que me tenho votado ficam aqui as minhas Boas Festas.

domingo, 9 de novembro de 2014




As lágrimas não têm regras, tanto são sorrisos de alma como amargas rugas que nela deixam os outros e a vida.
As lágrimas são um teclado desordenado e nunca afinado.
As lágrimas são intemporais.
As lágrimas reflectem o biorritmo de uma vida.
As lágrimas são o escadote por onde, desorganizadamente, aprendemos que há valores universais. Eu sei que os valores estão fora de moda mas não estão fora de mim.
As lágrimas são a enxuta simplicidade do sentimento.
 
Lisboa, 9 de Novº de 2014 - HFM

sábado, 5 de julho de 2014



quando as palavras decidem ter vida
só elas amornam a mão
numa tessitura de labirintos
e silêncios

as palavras criam-se nas letras
e eu tento agregá-las
como um pastor recolhendo o rebanho
mas elas teimam, saltam, dissolvem-se
na liberdade de uma caligrafia ausente...


claros rasgões de inocência
na penumbra dos dias de insanidade.

HFM - Ericeira, 4 de Julho de 2014
 
 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

 
 


Um manto de silêncio
percorre o frio da manhã

ausentam-se as fragilidades.


 
 HFM - Lisboa, 2 de Fevereiro de 2014
 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sem título



Os hibiscos olhavam-me
eram na noite um foco de luz
como a criança nos braços da mãe
aprendendo a vida.

Lisboa, 31 de Dezembro de 2013

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

 
 

domingo, 22 de dezembro de 2013

 
 

 
Para todos os amigos. 

 Junto um dos mais belos poemas de Natal que conheço e que, num momento de crise como a actual, penso ser ainda mais pertinente.

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
 
 
David Mourão-Ferreira

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

 
 

 
 
 
Circunscrevi no silêncio as horas
desenhei a eternidade.
 
HFM - Lisboa, 28 de Novº de 2013
 


segunda-feira, 18 de novembro de 2013


 
 
 
quando do chão os pés não se soltam, o ritmo distorce a ânsia e desvaloriza a serenidade. só  na noite o silêncio compõe a sinfonia que as ondas exibem no palco do mar e os anzóis amarram-se nas artes dos velhos mestres, hoje, sem barcos.

assim vai a incúria. assim, no labirinto, apetece-me  desistir.

não, não o farei – antes quebrar  que torcer; como as árvores que gosto de desenhar, também eu quero morrer de pé.
 

Lisboa, 18 de Novº de 2013
(fotografia retirada da net)