terça-feira, 30 de abril de 2013

No país dos náufragos


 
 
da net



 
Era só o silêncio
o eco da solidão
silente, ausente
um farrapo de sombra
entontecendo a aurora


e o passo compassado das palavras
arrastava-se nos dias
selando a dor.



HFM - Lisboa, 30 de Abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Museu Nacional de História Natural e da Ciência

 
 
 


Esta fotografia daria para escrever muitas histórias.

Fica apenas o que escrevi enquanto olhava para este mineral.

E fora da gruta os Magos adoravam o Menino na escuridão da noite que, contrariando a história, nenhuma estrela alumiava.

HFM - 09.04.2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sem título


Ressoava nas palavras
o silêncio
compondo no eco o poema.

HFM - 10.03.2013

terça-feira, 19 de março de 2013






Idos eram os tempos
e os fantasmas

como tormento o mastigar dos dias

na bagagem
só as fagulhas da memória.
 
HFM - Lisboa, 19 de Março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

Visita à casa dos Marqueses de Fronteira e Alorna

 

 

 

 

 

 


 

 


Apesar do dia chuvoso permitiu-nos passear nos jardins. Deste conjunto de fotografias destaco, para além dos magníficos azulejos, a 6ª e a última. A 6ª pela curiosidade dos pássaros terem cara de homens. A últim,a no friso dos elemento,s o do Fogo estava em muito mau estado e o actual Marquês mandou retirar os azulejos que guardou e pediu a Paula Rego que fizesse a interpretação deste elemento apenas respeitando as cores principais deste conjunto de azulejos. Aqui a reprodução que as deficientes condições de luz e por ter sido tirada com telemóvel não conseguiram realçar.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sem título



Ausentam-se na tarde os corpos
quando o céu disputa as Parcas

da tarde escorre um cantochão.

HFM -  Lisboa, Fevereiro 2012

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Quando ainda há ilhas de paz e silêncio

 
 

Algo diferente. Uma aguarela feita da varanda da cozinha da Ericeira sobre o mar4.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

 
 
 
Roubada a alguém ;)
 
 
 
Não era bruma eram as histórias cruzando-se no imaginário do mar, eram as cores bailando no vento e na confrangedora indolência dos dias, eram ainda os traumas escondidos e toda a panóplia das metáforas.

Histórias, sim, embrumando a lisura do caminho, cimentando nas rochas o medo e os limos da vida. Histórias, sim, provocando as danças de roda que trazem ao de cima a realidade do imaginário. Hist...órias, sim, secando no grito da gaivota os ecos de raiva que construímos. Histórias que eu prolonguei no passeio no paredão que, de tão reais, mais pareciam fictícias. Histórias que encrustei na grande angular com que desafiei a alma e os medos.

Ficaram alguns rabiscos, sumo dos dias a avivar a memória no gesto simples de "passear a linha". Ficou ainda o mar, presença imutável na minha vida, âncora de todas as derrotas e fonte de imaginação e esperança que ninguém destrói.

Mar - presença, constância, segurança, fio condutor desta barcaça descascada e ressequida perseguindo enxuta o rumo a que se ofereceu.

HFM - Cascais, 03.02.2013


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ocasionalmente




Labirinto da Catedral de Chartres - França - tirada da net


É na manhã que os sonhos se enrolam
encaracolando as memórias
destruindo os fantasmas
condicionando os passos
nas cisternas do tempo

nessas manhãs olho o espelho
e percorro o labirinto.

HFM - Lisboa, 5 de Janeiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013



da net


O cimento dos dias arredonda a fadiga e o desprezo. Um tom cinza como que abafa este país. Uma voragem unilateral. Desumana. Desregrada. Um retorno só com bilhete de ida. Uma revolta que se (des)amansa e ferve, vindo por fora, e apagando o lume onde ainda nos aquecíamos. Como foi possível? E ainda nem 40 anos se passaram!
Desponta, na manhã de chuva, um sol pálido como que a encorajar a sobrevivência e, sobretudo, a revolta.