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quarta-feira, 18 de abril de 2012


da net



Quando o distanciamento se torna eternidade
no mar acende-se o fogo-de-santelmo
uma friura arrepiando o som
como nas trombetas a revolta
nem a brisa suaviza o declínio
nem a claridade ofusca o incompreensível

assim entreteço
o fel, a fome, a fúria e a fisga
que num só gesto
arrebatarei a David
para abafar o indizível.

HFM - Abril 2012

domingo, 4 de julho de 2010

Conversando



Quando as folhas cairem no Outono
perceberás porque as águas secaram no Verão

os espelhos filtrarão os enigmas.

HFM - Lisboa, 3 de Julho de 2010