E ela sorria
e ela sorri-nos
como outrora
como hoje
como sempre
na eternidade
do inesquecível
vem, mãe,
vem de mansinho
junta o teu ao meu sorriso
na perpétua
maturação do amor.
HFM - 30.06.2012
sábado, 30 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Anoitecidos
da net
Traços na noite delimitam o espaço e o tema. Recorrente são as histórias e as curvas e contracurvas com que as construímos. Imaginários a que desconhecemos a origem. Solidões que recortamos nos temas que construímos, nas imagens que deformamos, nos diálogos que, em nada, se assemelham aos da rotina.
Assim se dedilha a noite. Assim a vida ganha outros delírios onde ao expormo-nos nos retomamos.
HFM -25 de Junho de 2012
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anoitecidos
domingo, 17 de junho de 2012
Dos desejos intocáveis
O som dos búzios desinquieta
nas árvores das Conchas a rotina
aporta o mar e os seus trilhos
entrelaçando-os no lago
onde só se ausenta o veleiro
o som acastanha-se e convoca-me
ao labirinto dos acasos
onde os veleiros, mesmo de papel,
atravessam oceanos e escondem-se
nas memórias de tenebrosas baías
até que sol, vento, verdes, árvores
espelhem no mar a realidade
como um conto de fadas
uma lenga-lenga
um eterno rosário de adivinhas
então, os deuses, surpreender-nos-ão
tornando humano este estranho e impossível mundo.
HFM - Lisboa, 14 de Junho de 2012
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quarta-feira, 13 de junho de 2012
HFM - Itália - S. Miniato al Monte - Florença
O traço caiava na palavra a poeira
um brilho frágil sem fronteiras
renasciam nas letras as palavras.
HFM - Lisboa.05.06.2012
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
um manto oculta
na tarde o silêncio
só a procura redime
só a descoberta pacifica
é estreito o trilho do caminho.
HFM - 6 de Junhode 2012
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
as cerejas marcavam o tempo
na inércia da tarde
o brinco coloria a orelha da criança.
HFM - Lisboa, 1 de Junho 2012
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domingo, 27 de maio de 2012
HFM - Monte Branco
Quando os quilómetros são ausências e o viajante furtivo - há uma saudade inóspita.
Nos labirintos recriam-se montanhas. E a espera desespera. Inconsequências que os tempos aportam.
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escritos
domingo, 20 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Equacionando
sempre que olhares o farol
pensa
- na noite ou na neblina -
indicar-te-á o caminho
na serenidade dos puros
no ouvido do mar
no retorno das histórias
na quebra da onda prometida
olha e pensa
o farol ancorar-te-á
na lava que nenhum vulcão assassina
ou nas poças de água
onde o caminhante descansa
e se perturba
no ronco da terra
escuta o significado
apreende a vida
e pensa
só assim a ferida se calará
e a solidão.
Lisboa, 12 de Maio de 2012
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