O computador tinha-a avisado de que o jacto chegaria dentro de três horas. Olhava fixamente o monitor com aquele olhar que mais parecia o da impaciência das crianças. De repente viu no ar a sombra do jacto que tão bem conhecia. Um arrepio percorreu-a. Com uma pressa quase doentia vestiu o fato espacial. Desligou o computador. Fechou a porta e dirigiu-se ao terraço que ficava no alto de sua casa. Carregou, então, no botão que ficava junto ao seu coração e num impulso vigorosamente suave foi ejectada espaço fora. Há muito que tinha traçado a rota. Direcção – jacto 4097KB. Em breves segundos sentiu que uma força estranha a fazia descer suavemente sobre um relvado. O seu olhar seguro e certeiro num ápice encontrou o jacto e confiantemente dirigiu-se na sua direcção esperando que a porta se abrisse e dela...
- Ó mãe, podes passar-me a minha consola? vais ficar toda a tarde a jogar os meus jogos?HFM - Lisboa, 19 de Outubro de 2009
5 comentários:
Lindo! Uma viagem infantil que esta mãe só pôde fazer depois de crescida.
quero um jacto destes
e o arrepio também...
mesmo sendo ja crescida
linda esta mãe!
Muito belo e criativo
um viagem pelo "interior" da ternura.
beijo
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