
Com a água rego as tréguas na calma doçura de um fim de tarde. Com a clareza da ternura faço um voto. Secreto. Inatingível. Como memória feita renda por onde se escapam vivências. Nos cheiros que o passado aporta reconheço o mar, a casa e a criança por devir. Não quero votos. Na dança do absurdo corrijo os fios em que me enredo. Abro a janela. No infinito reconheço o ponto de fuga. Como um post criptum.
HFM - Lisboa, 18 de Fevereiro de 2012




