segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Atenta


Um eco de assobio transplantava
a cidade para o meu ouvido
memórias de outras ruas e praças
também o rio e ainda o bulício
arquitectavam palavras na assimetria
dos lugares e das pessoas
um filtro de saudosismo
percorrendo a coluna dos sentidos
onde se abrigam as imagens
e as dores

sensível obturador de vivências.


HFM - Lisboa, 13 de Fevereiro de 2011

11 comentários:

Licínia Quitério disse...

As cidades a passarem por nós e em nós o rio de sempre, caudaloso ou faminto, entre a nascente e a foz.

Um beijo.

António Baeta disse...

"Sensível obturador de vivências" :)

jrd disse...

Porque não destapar as memórias!?

Mar Arável disse...

e as águas...

correm indiferentes
na memória dos rios

Ad astra disse...

poema ou retrato?

Luis Eme disse...

vidas, sentimentos, histórias, lugares, pessoas...

abraço Helena

Graça Pires disse...

Os sentidos atentos à vivência do dia a dia. Gostei muito.
Um beijo.

mfc disse...

Há sempre um pormenor que nos desperta e que, por vezes, nos sobressalta!

ma grande folle de soeur disse...

Belas fotos e textos soberbos :) beijinhos

addiragram disse...

Belo lugar, este, onde as palavras criam o Lugar.

Um beijo

J.T.Parreira disse...

Um poema belíssimo sobre a memória.

"Um eco de assobio transplantava
a cidade para o meu ouvido", o início de um grande texto.
Abraço
J.