sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fonte da Margarida

Junto à fonte tinham dançado crianças
num outrora de presenças e sentidos
a erva rasteira e o caminho tosco
estavam juncados de margaridas
era verão, havia risos soltos
e nos olhos as promessas consentidas


na dança de roda não se soltaram as margaridas
só as mãos se perderam no tempo.


HFM - Lisboa, 21 de Fevereiro de 2011

7 comentários:

António Baeta disse...

Essa "dança de roda"...

gabriela r martins disse...

de uma fonte onde me aparto

saciada



.
um beijo

mfc disse...

Um poema lindo e subtilmente ousado!

Ad astra disse...

o tempo...sempre ele

e a melodia trazida pelo vento

jrd disse...

Lindíssimo! Como um ritual de iniciação.
Parabéns

© Piedade Araújo Sol disse...

as mãos podem se perder e podem se encontrar novamente no tempo..

bom fim de semana!

beij

heretico disse...

como um caricia. primaveril...

belíssimo Poema

beijos