segunda-feira, 9 de novembro de 2009



no desvão da escada destaca-se a luz avermelhada do sol - um tom na cidade outonal que nada pressagiaria. o tom desfocado do calor adormecido quando a hora se modifica. sobre a cor falaríamos se ela não fosse decomposta em tantas outras quanto a imaginação do artista. deixo a mão poisar no vermelho que quero vermelho. vemelho rubro. vermelho sangue. vermelho
com que se cobriam as janelas quando alguém tinha sarampo.

depois, deixo os dedos tocar no imaginário e com ele percorro o caminho para lá da luz, para lá do sol, para bem longe daqui, numa outra galáxia de infinitos.

4 comentários:

Ad astra disse...

bem longe daqui...

onde ainda existem cores para inventar

António Baeta disse...

Expressionismo de sentimentos (em toda a linha) :)

CNS disse...

Tocar a cor para além da luz.

jrd disse...

Vermelhas, as polpas dos dedos.
Abraço