quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A marca deixo-a nos dias
como uma prece sem liturgia
um lamento sem sílabas
uma tela sem cor
onde assento o indizível
e assim me cumpro.





HFM - Lisboa, 14 de Dezembro de 2011

4 comentários:

heretico disse...

como sopro, de sarça ardente...

(ao principio era o Verbo)

sublime.

beijo

Ad astra disse...

cumpre-se o dia com

um poema fantástico!

© Piedade Araújo Sol disse...

e assim se cumpre o dia do Poeta

um beij

Mar Arável disse...

... e já é tanto

Bj