terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como num quadro de Hopper





corria a brisa na tarde
e o velho sentado na pedra
com os pés dentro de água
pousou a mão no seu ombro
entregando-lhe um papel

disse-te adeus numa noite de chuva
quando as estrelas por haver
quebraram o silêncio
e o dia não chegou

fustigava a chuva o infinito.


HFM - Lisboa, 1 de Novº de 2010


9 comentários:

Ad astra disse...

ausencia de palavras

apenas quebrada pela beleza deste poema

carlos pereira disse...

Cara Helena;
Belo poema.
Há sonhos que ficam a pairar eternamente, mas, quem não sonha não vive.
Gostei imenso.

ma grande folle de soeur disse...

belo mas triste :) beijos

jrd disse...

Da solidão...
Abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

fustigava a chuva o infinito.

e o dia não chegou
quebraram o silêncio
quando as estrelas por haver
disse-te adeus numa noite de chuva

entregando-lhe um papel
pousou a mão no seu ombro
com os pés dentro de água
e o velho sentado na pedra
corria a brisa na tarde

as palavras sãoas tuas eu apenas as li também desta maneira...

gostei do poema embora nostálgico...

beij

heretico disse...

na solidão cristalina das estrelas. por entre o fogo. e o gelo...

belíssimo

beijos

Luis Eme disse...

linda a foto e a "legenda poética"...

abraço Helena

Graça Pires disse...

A solidão dos quadros de Hopper: uma inspiração para palavras tão sentidas.
Um grande beijo, Helena..

J.T.Parreira disse...

Helena, gosto de Hopper, escrevi alguns poemas sobre alguns quadros dele, quer ver aqui?: http://www.scribd.com/doc/14049464/GASOLINA-poemas-by-JTParreira

Este seu "como num quadro de Hopper" tem a realidade fotografada, o Hopper pinta-a.
Gostei.