
Quando brinquei com a insónia foi comigo que brinquei. Enrolei-me nos lençóis e libertei-me no peso da roupa. Fingi a naturalidade. Escondi-me do novo dia. Refugiei-me no silêncio da noite. Vesti-me de vazio. Selei o pensamento. Parti.
A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo.
Vladimir Maiakovski
6 comentários:
é um vício antigo já este de aqui regressar para rejuvenescer no teu imaginário. volto sempre. J.
e vestiste-te de uma forma bela (pela descrição...).
abraço Helena
andante cantabile!
Até amanhã...
Estes noturnos são pequenas jóias do teu longo colar.
gosto muito da maneira como expressa o que sinto como uma necessidade, por vezes, de esvaziamento, só conseguida no silêncio solitário (quando tudo e todos dormem) da noite. de como a insónia, por veses! é ponto de partida para um caminho diferente do quotidiano.
beijos, Helena.
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