quinta-feira, 28 de abril de 2011




Quando o eco decretou silêncio
o medo emudeceu as vozes
e dos campanários não saiu som
só o rio indolente prosseguia
num remanso sem foz
que nenhum mar engolia.

No súbito silêncio
só o rio e a cidade em uníssono
sorriam alargando histórias
numa lenga-lenga de luz e magia.

Por um momento Lisboa ergueu-se
nas suas múltiplas colinas.



Lisboa, 26 de Abril de 2011


8 comentários:

Ad astra disse...

uma melódica e breve pausa

jrd disse...

Quando a cidade adormece no leito do rio...que a desperta.

Luis Eme disse...

depois do silêncio, a magia e a luz a espalharem sorrisos entre o rio e a cidade.

beijinho Helena

Constantino, Guardador de Vacas disse...

E já foi há tanto tempo que alguns já lhe perderam a memória.

Graça Pires disse...

O rio e ecoar nas colinas da cidade para despertar no olhar de todos...
Belo poema!
Um beijo, Helena.

mfc disse...

Às vezes..."Acontece"!
Lembrei-me do Carlos Pinto Coelho!

heretico disse...

há momento assim. em que a cidade se supera...

beijos

Ana disse...

Lisboa, apesar de tudo, sorri !