terça-feira, 3 de maio de 2011

Diurnos


No seu trabalho quotidiano o mar bate ferozmente nas antigas lagosteiras cujo esqueleto sobressai como uma moderna instalação a desafiar um Beuys ou um Christo que aqui nem precisaria de roupagens, a própria espuma encarregar-se-ia de desdobrar pregas, pinças, plissados e toda a amálgama de formas de que o panejamento é feito.

Assim se oferece a natureza na sua inapagável força que, felizmente, nenhum homem consegue dominar.



HFM - 28 de Abril de 2011 - Ericeira



Nota: Estas palavras constam do trabalho gráfico - em formato reduzido - que ando a fazer na Ericeira e que deixo aqui apenas o apontamento do esqueleto das antigas lagosteiras.



8 comentários:

Luis Eme disse...

felizmente.

beijinho Helena

ma grande folle de soeur disse...

Beautifull :)

Ad astra disse...

belo apontamento

belo texto

belas lagosteiras

António Baeta disse...

A tua Ericeira, sempre.

jrd disse...

Trabalhos notáveis o do mar e o da Helena.

mfc disse...

Aqui na Póvoa também havia "lagosteiros"... hoje restam apenas os seus esqueletos!

bettips disse...

Não sabia nada disso!
Tira uma foto... (além do trabalho de campo...)
Bjs

heretico disse...

a vida imita a arte!

beijos