
Andam arredias as palavras. Talvez embrumadas no frio. Ou nos meandros desconhecidos. Desatentas. Inertes. Rompendo as ligações. Desconhecidas.
Tento abrir-lhes clareiras. Provocá-las. Seduzi-las. Contudo, superiores, refugiam-se na dobra da onda e não me permitem o túnel.
Barafusto. Desejo-as. Depois sereno. Deixo-as estar. Quando se fartarem voltarão. Mais leves. Mais soltas. Mais livres. E com o peso da solidão.
15 comentários:
Que bela composição! Às vezes acontece exatamente assim, aliás, também por cá andam arredias, mas, amei as que apareceram no texto!
Ariadna
ai, acontece tanto as palavras desaparecerem durante uns tempos. e sim, envolvem-nos em solidão quando aparecem
não andam nada...
ei-las aqui, como sempre certas e carregadas de sentido
um beijo
Arredias mas belas, ainda assim. Elas voltam sempre, as palavras. Por vezes quando menos as esperamos. **
helena, não consigo aceder ao teu email
mas fiz o que me pediste de imediato.
de qualquer forma vou dar-te outro:
luciasantos@mpdelgada.pt
(ad...)
assim são as palavras...instáveis, voláteis...mas irresistíveis
beijos
Mas que melhor companhia do que a solidão das (suas) palavras recuperadas!?...
Um abraço
voltam sempre com o peso da mão.
tu escreves muito bem!!
um beijo
Que marotas elas são..."apanham-te" nas entrelinhas...
As palavras embora por vezes arrediadas, surgem depois sempre que a dor e nostalgia as chamam, é pois uma constante da vida. Parabens pelo belo texto.
há dias em que, mesmo frias e dispersas, as palavras nos permitem belos textos , como este.
Fugidias, inesperadas, caprichosas. Sempre voltam. Gostam de ti, as palavras.
Aqui estão elas. As tuas palavras. Leves, soltas, livres. E belas.
Regressam. Mas sempre no tempo da sua vontade.
capricha(s)m as palavras. belas sempre.as tuas.
beijos
Enviar um comentário