
Na melodia dos segredos
encerra-se a distância
e os céus encobrem os medos
lá longe, na cidade,
cumprem-se promessas
arrepiando na pele o futuro
na quietude dos céus
envolvo-me numa filosofia zen
assim apascento medos.
HFM - 13 de Fevereiro de 2009
A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo.
Vladimir Maiakovski
Na melodia dos segredos
encerra-se a distância
e os céus encobrem os medos
lá longe, na cidade,
cumprem-se promessas
arrepiando na pele o futuro
na quietude dos céus
envolvo-me numa filosofia zen
assim apascento medos.
HFM - 13 de Fevereiro de 2009
12 comentários:
O céu como limite dos nossos medos. Como o nosso limite.
Muito belo
A distância sempre nos deu essa possibilidade de pensarmos, por instantes, que deixámos para trás o "negro".
Um bonito poema!
Céus!
fiquei nas núvens com este poema
verdadeiro arrepio...
E apascentas essas nuvens, brancas, que se assemelham a cordeiros. Talvez daí a utilização do verbo.
quando estou muitos metros acima do mar, avião ou montanha, tenho também essa sensação
Nos céus, os medos têm o tamanho e o peso das núvens...
Como se todo o peso ficasse cá em baixo. Belíssimo. **
as asas serão sempre a promessa há tanto adiada e agora a um passo de aragem ou brisa merecida.
um bom fim de semana.
um abraço meu.
Um poema que é um golpe de asa no céu infinito.
Um abraço amigo
Voo que nem os medos limitam, a melodia das palavras regressadas.
Que bom voltar a ler-te, Helena.
a serenidade das nuvens, a distância dos céus... lindo!
apascentar os medos... em voo precário. e breve...
muito belo.
beijo
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