sexta-feira, 27 de março de 2009

Algures nos céus





Na melodia dos segredos
encerra-se a distância
e os céus encobrem os medos
lá longe, na cidade,
cumprem-se promessas
arrepiando na pele o futuro

na quietude dos céus
envolvo-me numa filosofia zen

assim apascento medos.

HFM - 13 de Fevereiro de 2009




12 comentários:

CNS disse...

O céu como limite dos nossos medos. Como o nosso limite.

Muito belo

addiragram disse...

A distância sempre nos deu essa possibilidade de pensarmos, por instantes, que deixámos para trás o "negro".

Um bonito poema!

Ad astra disse...

Céus!

fiquei nas núvens com este poema

verdadeiro arrepio...

António Baeta disse...

E apascentas essas nuvens, brancas, que se assemelham a cordeiros. Talvez daí a utilização do verbo.

Teresa Durães disse...

quando estou muitos metros acima do mar, avião ou montanha, tenho também essa sensação

Justine disse...

Nos céus, os medos têm o tamanho e o peso das núvens...

vida de vidro disse...

Como se todo o peso ficasse cá em baixo. Belíssimo. **

Paulo - Intemporal disse...

as asas serão sempre a promessa há tanto adiada e agora a um passo de aragem ou brisa merecida.

um bom fim de semana.

um abraço meu.

jrd disse...

Um poema que é um golpe de asa no céu infinito.
Um abraço amigo

Ana disse...

Voo que nem os medos limitam, a melodia das palavras regressadas.
Que bom voltar a ler-te, Helena.

maria m. disse...

a serenidade das nuvens, a distância dos céus... lindo!

heretico disse...

apascentar os medos... em voo precário. e breve...

muito belo.
beijo