quinta-feira, 4 de junho de 2009

Da Lembrança


Quando os dias não têm horas
escorre na dor a dúvida
encerram-se os claustros
na luz do poente
e as árvores recolhem-se em oração.
Mas, se escutares, amor
há sempre um som conhecido
uma lenta repetição
um sino brindando o ouvido


zoom da presença dos dias
em que o sol assentou arraiais
por sobre os verdes atrás dos vidros.


HFM - Lisboa, 2 de Junho de 2009

7 comentários:

Teresa Durães disse...

e é nesse som que temos de acreditar

jrd disse...

Magnifico! É sempre possível a memória (reaproximada) dos dias claros.
Abraço

Licínia Quitério disse...

Antigos sons que perduram e nos despertam. Benfazejos sinais.

Abraço.

Ilidio Soares disse...

Não sei pq, mas travei aqui "zoom da presença dos dias". Quanto alumbramento!bjos

Ad astra disse...

na luz do poente

escuto apenas um sol...

nascente!

heretico disse...

ha sempre um canto gregoriano. em cada claustro. sombrio...

muito belo

beijo

maria m. disse...

poema de esperança. Belíssimo!