quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Diurnos






Pergunta-me o Cabo que vislumbro da janela sobre a serra e o mar de que cor se fazem os dias da bruma. Penso na paleta. Nas suas misturas. Na teoria das cores. No olhar. E de supetão respondo-lhe:

- Fazem-se da saudade, da urgência, das falésias a pique e dos cabos, das presenças, das sintonias que só o mar amplia e do feitiço que todas as brumas carregam. Se quiseres, Cabo, podes juntar-lhe azul, um pouco de magenta e qualquer outro tom que o olhar encontre no fundo de outro olhar onde se adoçam certezas.


Ericeira, 20 de Setembro de 2009

10 comentários:

Mar Arável disse...

a esta hora

ainda mais belo

o teu poema de azuis

Ad astra disse...

quantas cores tem a bruma

e música,também tem a música


(Que beleza)

António Baeta disse...

Helena
Não tenho comentado, mas é com imenso agrado que te visito, sempre que actualizas o blogue.
Um beijo amigo.

Justine disse...

Fulgurante, a cor que descreves...

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

Fulgurante !
Palavra de Justine !
cordialmente
__________ JRMARTO

jrd disse...

E fazem~se das palavras dos poetas.
Abraço

Graça Pires disse...

Os dias da bruma fazem-se da cor dos teus olhos quando escreves.
Muito belo!
Um beijo.

maria m. disse...

belíssimo o teu texto, impressionista como uma tela de palavras.

e gostei do teu farol sobre o mar!

um beijo.

Ad astra disse...

voltei para ler este texto magnifico


onde se adoçam certezas

manuel disse...

belíssimo esse encontro de azuis (no fundo dos olhares)...

beijo