quarta-feira, 18 de agosto de 2010




uma árvore sobre o oceano. ilusão de óptica. de distância. um pequeníssimo ilhéu a que a árvore se ancorou. sem medo. silente. calma. entortando-se como se a sede a prolongasse. desafiadora como uma criança mimada. atenta que a onda, ao brincar, aleija.

como a árvore me quero plantada. em guarda. observando.

envolta no silêncio do tempo, do espaço, da água, dos deuses.






HFM - Lisboa, 16 de Agosto de 2010




7 comentários:

Ad astra disse...

absolutamente lindo!

"um pequeníssimo ilhéu a que a árvore se ancorou"

António Baeta disse...

Belo texto, Helena.

Graça Pires disse...

Maravilhoso texto-poema. O chamamento do mar. O rumor da sede...
Um beijo.

AC disse...

Às vezes vagueamos pela blogosfera, sempre na esperança de descobrir algo que nos toque. É o caso desta Linha de Cabotagem, de que passarei a ser seguidor. Já ganhei o dia. :)

Beijo :)

jrd disse...

Um mergulho...quase.
Belíssimo!

Mar Arável disse...

Observando

"coisa" bela

mfc disse...

Um texto de uma qualidade a que já nos habituou.