domingo, 6 de março de 2011

Sem título

e de repente voltou ao país a fronteira
terminada a utopia lavrou-se no presente
o esventrado capítulo da intolerância
passaporte para o desconhecido
onde sem rumo se atravessa
o caminho da sobrevivência

um mar sem ondas nem estio.


HFM - Fevereiro 2011


5 comentários:

mfc disse...

A fronteira é o preconceito...!

António Baeta disse...

É mesmo:
"Um mar sem ondas nem estio"

Luis Eme disse...

sim...

e um caminho dificil, Helena...

Ad astra disse...

mar manso...maré baixa.

Anónimo disse...

Pensei
nos barcos
de refugiados, tomando conta das fronteiras
líquidas,
do medo.
Bjs da bettips
(isto de ter 2 lugares, torna-se um vício, a um espreitar a cor, a outro a palavra...)