quinta-feira, 21 de julho de 2011

Na lenta agonia de uma prece



HFM - Chiostrino de Fiesole




Quando o silêncio assobia no ar
como se de antanho se tratasse
oiço uma composição de Liszt
remetendo-me para os claustros
onde os passos sobrevivem
nas memórias
tal como a água das cisternas
regando o deserto
e esse lugar sem nome
onde foi presença a claridade.


HFM - Ericeira, 16 de Junho de 2011


10 comentários:

António Baeta disse...

Curiosamente essa foto remete-me para "... onde os passos sobrevivem...".

jrd disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
jrd disse...

Como um 'sonho' de Liszt.

Ad astra disse...

pura melodia

Mar Arável disse...

Haja luz

na memória

Justine disse...

Falas das coisas primordiais, sem as quais é impossível viver!Muito belo...

mfc disse...

Um encontro na claridade e na paz...

heretico disse...

que a claridade se solte das cisternas!

belíssismo.

beijos

bettips disse...

Sempre se sabe onde procurar
uma sombra que acolha.
De um brilho que foge, reflexo-água.
Bjs

Graça Pires disse...

Tranquilo e melodioso como a música de Lizt.
Um beijo, Helena.