segunda-feira, 18 de maio de 2009


Quando na cidade o grito só tem uma direcção
é na Catedral da Memória
que assento o corpo cansado
e o imaginário voa
terra fora
para os infinitos de diálogo e mar
onde se secam as dúvidas
e se abrem os labirintos
suspensos de colunas
que bordejam a ternura

assim se desvendam as sinfonias.

Berlim, 14 de Maio de 2009



14 comentários:

Pico minha ilha disse...

As sifonias do amor são dificies de desvendar.Abraço

Teresa Durães disse...

é tão bom quando o imaginário voa. lindíssimo

jrd disse...

Sifonias de regresso antes de nova partida.
Muito bom!
Abraço

addiragram disse...

Apetece "viajar" contigo!Belo regresso.
Um beijinho.

Graça Pires disse...

Viajo na sinfonia dessa ternura feita grito...
Um beijo.

Ad astra disse...

Ena ja voltou?!
que bom!

este poema é lindíssimo
e tem colunas e mar
e ternura e diálogo...

música, enfim!

isabel mendes ferreira disse...

Tu és das mais perfeitas sinfonias que conheço na Net!!!!!

Licínia Quitério disse...

A sinfonia da ternura. Leve, leve...

Beijo.

Ilidio Soares disse...

Perfeito...Intocável. Berlim afinou ainda mais sua melodia. abçs

Luis Eme disse...

é verdade, Helena, as coisas que surgem à nossa frente, quando nos sentamos nas catedrais da memória...

abraço

Rui Afonso disse...

Gosto das sinfonias desta casa.
Aproxima-se nova viagem? :)

Abraço

fred disse...

"assim se desvendam as sinfonias."

Bela sinfonia esta, Helena.
Beijos

António Baeta disse...

Hoje parece que vou conseguir saudar-te, neste regresso dessa cidade onde "... se abrem os labirintos suspensos de colunas..."

maria m. disse...

lindo este poema! a memória, esse refúgio...