terça-feira, 2 de março de 2010



percorri o fio caligráfico. não te encontrei. era outro o teu mapa de comunicação. era de antanho. talvez aquele utilizado pelos cátaros entre Peyreperthus e Quéribus. não te compreendia. havia segredos nos murmúrios e no vento que ecoava das pedras dessas fortalezas da vertigem. eram códigos diferentes e sinais contrários. contudo, os sorrisos retinham os olhares e neles, como num lago parado, junto às montanhas, reflectia-se, na difusa bondade do sol, a compreensão.



HFM - 1 de Março de 2010

5 comentários:

António Baeta disse...

Também tenho imensa curiosidade por essa região.
A geografia modela o homem.

maria manuel disse...

da significância do olhar...

Fred Matos disse...

A compreensão pode ser a chave para um outra melhor dimensão.
Continuo gostando de ler-te.
Beijos

Ad astra disse...

mapas diversos para ir dar à mesma estrada...

difsa bondade do sol

bettips disse...

Esses segredos que desvendas
nas cores que nos interpelam
além de palavras.