segunda-feira, 6 de julho de 2009

Anoitecidos



foto de hmf


Quando o luar ainda não é pleno há promessas que se agigantam nas noites junto ao mar. Um qualquer Adamastor que nos vem perturbar. O tanger da caravela sobre o mar. Um grito de terra à vista. E, finalmente, a promessa de que não era apenas sonho. Limalha dos dias em que o mar não é escapatória. Longo grito de distância desfeito nesse outro grito, o do gajeiro que ainda vê “areias de Portugal”!

7 comentários:

Ad astra disse...

a excelência da palavra
desfazendo a distância

enquanto o luar não for pleno

Ilidio Soares disse...

"As areias de Portugal" não apenas continuam a ser vistas por aqui, como são elas mesmas o testemunho daqueles que regressaram,beijaram a terra pródiga e contaram as façanhas que os levou a batalhas e descobrimentos. Não foi em vão, apesar de alguns aqui insistirem que foi. Não foi. abçs

~pi disse...

grita o não sei quê

grita encolhe

o que sobra das

noites

dos

di-as,



beijo



~

Teresa Durães disse...

Não estaremos sempre saudosistas desse passado que tanto elevamos? E sempre, também, com a esperança do etrno retorno

maria m. disse...

a paixão pelo mar, pelo areal luso, em belas palavras.

Licínia Quitério disse...

A nosa fortíssima relação com o mar que nos une no tempo e nos lugares. Muito bonito.

heretico disse...

mas semeado. ainda. apenas.

mas já pleno...

beijo