
as letras baralham o suor dos dedos e perguntam, incautas, pelos significados; bem lhes explico que o contexto os define. não acreditam, explodem e, numa sinfonia de cor, recriam-se, aumentam-se, destróiem-se.
como uma manhã a renascer revestem-se de aparências - retratos de estranhas memórias.
15 comentários:
há nas palavras uma vontade própria aparecendo velozmente e transcrevendo o nosso inconsciente
às vezes é assim, Helena...
As palavras comandam o que tentamos prender nas mãos.
Mutantes, as letras, de significado e de cor.
Depois de escritas ganham vida própria e deixamos de as dominar.
sinfonia poética nas cores e nas palavras
Beijos
Parabéns pelo novo blogue.
solta-as. deixas a brilhar. como tu sabes...
(o sentido vem depois...)
excelente.
beijo
Também as palavras
têm de ser amadas
antes de cerzidas
Penso nos retratos que nunca vi, que nunca foram tirados ou revelados por quem quer que seja. Mas tenho a esperança de encontra-los.
Cadinho RoCo
... incansável sinfonia!
Quando deixamos que elas nasçam, já não temos mão nelas...São como os filhos, partem...
Abençoadas letras que um dia nos deram a conhecer.
Que nos ensinaram a colher e saborear, seus diferentes paladares.
Terem-nos sussurrado todo o seu mistério e magia.
Ensinando-nos a nelas caminhar e encontrar caminhos.
Deixando “juntar-se” e livremente procriarem.
Pois letras e palavras somos… em toda a sua fúria e acalmia!
:-)
estranha vida de estranhas memórias...
Palavras livres que rejeitam as nossas rédeas. Para lá dos significados. **
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