terça-feira, 11 de novembro de 2008





as letras baralham o suor dos dedos e perguntam, incautas, pelos significados; bem lhes explico que o contexto os define. não acreditam, explodem e, numa sinfonia de cor, recriam-se, aumentam-se, destróiem-se.

como uma manhã a renascer revestem-se de aparências - retratos de estranhas memórias.

15 comentários:

Teresa Durães disse...

há nas palavras uma vontade própria aparecendo velozmente e transcrevendo o nosso inconsciente

Luis Eme disse...

às vezes é assim, Helena...

CNS disse...

As palavras comandam o que tentamos prender nas mãos.

jrd disse...

Mutantes, as letras, de significado e de cor.

mfc disse...

Depois de escritas ganham vida própria e deixamos de as dominar.

fred disse...

sinfonia poética nas cores e nas palavras

Beijos

Violeta disse...

Parabéns pelo novo blogue.

heretico disse...

solta-as. deixas a brilhar. como tu sabes...

(o sentido vem depois...)

excelente.

beijo

Mar Arável disse...

Também as palavras

têm de ser amadas

antes de cerzidas

Cadinho RoCo disse...

Penso nos retratos que nunca vi, que nunca foram tirados ou revelados por quem quer que seja. Mas tenho a esperança de encontra-los.
Cadinho RoCo

Susana Barbosa disse...

... incansável sinfonia!

addiragram disse...

Quando deixamos que elas nasçam, já não temos mão nelas...São como os filhos, partem...

melgadoporto disse...

Abençoadas letras que um dia nos deram a conhecer.
Que nos ensinaram a colher e saborear, seus diferentes paladares.
Terem-nos sussurrado todo o seu mistério e magia.
Ensinando-nos a nelas caminhar e encontrar caminhos.
Deixando “juntar-se” e livremente procriarem.
Pois letras e palavras somos… em toda a sua fúria e acalmia!
:-)

delusions disse...

estranha vida de estranhas memórias...

vida de vidro disse...

Palavras livres que rejeitam as nossas rédeas. Para lá dos significados. **