
Hoje de manhã as Conchas pareciam um conto feérico saído de qualquer ilustração inglesa. Os canais de água estagnados por uma camada de gelo. As ripas de madeira que os ladeiam estavam cobertas com um intermitente manto branco de cristais de gelo. A erva semeada de um branco queimado. O frio cortava a pele e a cabeça estalava. Só os passos cumpriam presságios e enquadravam-se na envolvência. Não havia lucubrações. Só o grito dos passos rangendo o gelo e silenciando o frio que sonhava com a casa.
Do alto, as árvores sorriam.
Do alto, as árvores sorriam.
HFM - 9 de Janeiro de 2009
16 comentários:
um belo texto, Helena, uma boa maneira de eu começar o dia.
obrigada.
Cenários raros e a guardar sempre. que um dia qualquer, os dias frios também irão rarear.
Magníficas, as palavras quentes na manhã fria e mágica.
bfs
Abraço
A beleza crua do frio. Bonito texto.
Tiveste uma sorte dos diabos! Pelos meus lados, o frio havia, mas essa magia faltava!
Bonita foto; com palavras feéricas!
Souberam-me a calor as tuas palavras. O que é óptimo neste dia gelado. Há uma especial pureza no frio. **
excelente descrição. sente-se na pele. geada.
(apesar de conforto da noite)
beijo
Cara Amiga Ana,,
Esta sua descrição está magnífica. Parece que sentimos o vento frio a "cortar-nos" as orelhas e o gelo nos sapatos. Muitos parabéns.
Estas fotos e todas as outras que se conseguem obter de paisagens com gelo e neve são duma beleza feérica, como diz.
No entanto, esta frequência de queda de neve, num país que anteriormente quase só no Norte se fazia sentir, é um indicativo da mudança das condições atmosféricas, devida à actividade humana.
Muito obrigado pela sua visita ao Poesia Viva. Não quererá também dar uma espreitadela aos outros blogs, nomeadamente ao Observatório O Caminho do Coração? Experimente.
Um grande abraço
José António
Tinha saudades desta linha no meu horizonte.
A pura beleza do gelo. E das tuas palavras. Beijos
O texto que me permitiu ver e sentir esse dia.
Bom ano*
tenho a neve na língua e
às vezes
no
coração
(a cor é muda
e por vezes
derrete (se,
~
eu também sorrio
com a fotografia, com as tuas palavras...
e aqui, nos meus 18º, senti um arrepio
Um beijinho para te aquecer
Apetece sair assim pelas pétalas dos lírios
entrelaçados no caminho.
E respirar olhando as copas iluminadas de nuvem.
Lindo, como o contas...
Bjinho
gostei de ler este «diário».
Enviar um comentário