
Na escuridão só a luz do silêncio e os gritos das pedras na seiva do rio confundindo-se com a chuva e com a cidade. Vibra o asfalto nas pulsações dos carros que descobrem a noite na trama do alheamento.
Um cão vadio esgravata o lixo como a garantir que tudo poderá ter limites – a noite, não.
HFM - Lisboa, 3 de Janeiro de 2009
12 comentários:
Muito bem escrito,mas duro mesmo.
a noite sem limites estende-se profundamente neste grande universo
Infinda esta noite derramada sobre a cidade. Triste, triste.
Um beijo.
Bom chegar até aqui.
Um abraço sincero.
Continuemos...
A noite fixa-nos no escuro e nem as manhãs conseguem "descobrir-lhe" o olhar triste.
Da noite solitária e desgarrada das cidades. Exemplarmente escrito. Beijos
o corpo da poesia. derramando-se. em vibração. asfalto. e seiva. como pedra na corrente. de água pura.
... ou olhar dócil. de cão. nomeando a noite - livre!
gostei muito.
beijos
e quanta solidão...
devorados somos...
[ nem a fome, nem,
~
Temos que fazer com que amanheça depressa...senão perecemos todos!
gostei muito. muito.
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