
Quando o nada se atreve no vento
escorre a chuva das cisternas
eliminando o deserto
um som de ausências
atravessa impuro
o sangue das memórias.
Lisboa, 28 de Dezembro de 2008
A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo.
Vladimir Maiakovski
Lisboa, 28 de Dezembro de 2008
19 comentários:
Bom ano, Helena.
Helenamente inspirado.
belas imagens.
Olá Helena, "um som de ausências", como gosto deste verso.
O 1º abraço de 2009!
Estarmos atentos é uma obrigação.
que sejam lindas memórias, lindo o vento, linda a chuva e lindo o nada!
Um ótimo ano de 2009!
Um abraço!
Será o começo do ano mais tempo de invocar memórias que de desenhar projectos? Mas a chuva é produtiva!
BOM ANO
O timbre murmura-nos os sentires dos sentidos abraços do vácuo.
Muito bonito!
Saudade liquida que lateja.
Abraço
Líquido, cristalino, esse eliminar do deserto. Belo, como sempre.**
O sangue das memórias. Quando mais nada "se atreve no vento". Quando a ausência tem rosto. Quando o silêncio se anuncia.
Um beijo Helena.
Pura poesia em tão poucas palavras. "Som de ausências"... é belíssimo.
Beijos
puro!!!!!!!!!!!!!!!!!
tão puro H.
O chão dos desertos
é poroso
aceita toda a água disponível
Tudo de bom para si
apesar do tempo que faz
Ausências que se presentificam dão-nos a medida do Vivo em nós!
Do nada seja o [re]começo. Do deserto, o oásis.
Beijo
Memórias que não se apagam.
Feliz 2009 aqui tb.
Si
belo. e vibrátil. como cristal.
(ou uma lágrima. suspensa)
beijos
...e propaga-se
e escorre...
das mãos de quem assim escreve!
gotas caídas em silêncio
são miragens em areia azul.
e destinos são atravessados por acasos.
em fados de água,
em desejos de tudo!
Helena,
muito obrigado!
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