
Nunca te repitas. O tempo não esquece as feridas nem a raíz. É sangue tangendo o cello na sombra da morte. Uma lucidez nos dedos da memória. Uma incerteza que o corpo sempre aguenta.
Por isso te digo, nunca te repitas. Na incerteza, enrosca as dúvidas nas palavras adiadas; um dia elas pedirão aos deuses a sabedoria.
Imagem de Kathryn Crocker
15 comentários:
lúcida e sábia. em dia de restauro.
beijo-te H.
sempre....ao correr dos dias....
também não acredito na repetição. Um passo que já foi dado e depois findado teve a sua razão
"Por isso te digo, nunca te repitas. Na incerteza, enrosca as dúvidas nas palavras adiadas".
Mas de tudo o que fica por dizer resta sempre tanta coisa apetecida...
Um beijo Helena.
as time goes by...
Palavras sábias e contidas, mas plenas!
Espantosa sabedoria.
Como se fora o dia dos "Deuses"
Abraço
ofuscante poema. magnífica lucidez que nos leva sempre para o quarto escuro da palavra.
adorei!
o cello...pois o cello
mais uma...
(eu sabia!)
Repete-te, na ilusão angustiada de que tudo será igual ao que era dantes...
Beijinho!
Palavras certeiras. Escrita sapiente.
... e Palavra então sugirá plena!
sagesse. a tua
beijos
das palavras que ficam por dizer. à espera da hora certa. inteligentes palavras. beijos
Atempadamente irrepetível.
Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO
Belo, Helena.
A ilustração também.
Beijos
belíssimo texto, de finas metáforas.
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